O termo bullying em inglês significa
intimidação. Não é de hoje que essa prática existe. Porém, recentemente, todos
estão mais preocupados com o que esse fenômeno pode causar, tanto para os
agressores como para as vítimas.
Os pais confiam
aos que tomam a dianteira na escola a segurança dos seus filhos. No entanto,
ficam meio receosos, visto que lá eles não estão debaixo de seus olhares.
É na escola que
a maioria das práticas de bullying
acontece. O que geralmente passa pela mente quando se pensa em bullying é um agressor – ou um grupo –
intimidando um colega de escola. Pesquisas realizadas no Centro de Ensino
Governador Archer, localizado na cidade de Imperatriz, Maranhão, demonstram que
de 200 alunos entrevistados, 118 já se encontraram na posição de agressores e
132 já foram vítimas. Destes últimos, 111 foram intimidados na própria escola.
Lucilene Regina
Paulina Tognetta, do Departamento de Psicologia Educacional da Faculdade de
Educação (FE) da Unicamp, demonstra, através de pesquisas, que 30% dos alunos
já sofreram ou sofrem bullying.
Relata ainda que “a escola se fecha para problemas afetivos que envolvem
relações interpessoais dos alunos, porque está preocupada com os conteúdos
acadêmicos e não leva em consideração o que mais prejudica e até intensifica os
problemas de aprendizado.”
Acredito que
esta realidade escolar é apenas um reflexo ou ausência da educação que tais
alunos tiveram em casa. O motivo de a escola estar no centro das intimidações
se dá porque é nesse ambiente que os alunos passam mais tempo juntos e longe da
orientação ou proteção dos pais.
Ainda dentro da
mesma pesquisa realizada na Unicamp, dados revelam que professores destinam 40%
a 50% do seu tempo de aula no encaminhamento de problemas de disciplina ou
conflitos de violência ligados à escola.
Para mudar essa
situação, é necessário começar pela família. Os pais precisam conhecer e
conversar com os filhos, eliminando por meio dos laços familiares quaisquer
traços ruins que eles possam apresentar, ensinando-os a viver em comunidade.
Entretanto,
penso que a escola também tem um papel importante. Ela não deve objetivar
apenas os conteúdos, mas criar e implantar projetos que trabalhem a questão das
diferenças e a valorização do outro, sem fechar os olhos para as causas e as consequências
dessa prática.
Centro de Ensino Governador Archer
Aluna: Adriana Palhares de Oliveira
Orientadora: Ízea folha Damasceno Santos