
Ízea Folha Damasceno Santos
Imperatriz – Maranhão
Por ter participado da última edição da Olimpíada de Língua Portuguesa e reconhecer a importância do estudo do gênero artigo de opinião na construção de argumentações e de boas produções escritas, antes que o material oficial chegasse, comecei a elaborar situações de aprendizagem, envolvendo a análise de textos contendo questões polêmicas.
Logo que o jogo Q.P Brasil da Olimpíada chegou à escola, fui atraída pela maneira lúdica e criativa de como as questões eram apresentadas. As argumentações dos alunos, requeridas pela proposta, eram, a princípio, tímidas e com pouca fundamentação teórica. Os comentários giravam mais em torno de exemplos vividos por eles. Percebi, então, que teríamos uma longa jornada pela frente. Entretanto, avaliando os resultados positivos nas produções dos alunos, na edição anterior, senti que valeria a pena investir nas oficinas, em tempo de leitura, escrita e reescrita.
Ao analisar com os alunos o jogo das questões polêmicas, pude perceber o deslumbramento diante da proposta. O interessante é que além dos temas controversos, cada caixa de argumentos continha um comentário de autoridade em área específica e isso trazia subsídios aos alunos, que muitas vezes deixavam de escrever por acharem que não sabiam nada sobre o tema. À medida que as cartas do jogo traziam reforço aos comentários pessoais, começaram a perceber que uma boa argumentação só viria a partir do estudo mais apurado sobre o tema. Sentiram, então, necessidade de visitar sites especializados, ler artigos científicos, beber em diversas fontes que pudessem reforçar o conhecimento de mundo que lhes era próprio.
(A imagem acima é demonstrativa da estrutura do Jogo QP Brasil - das questões polêmicas)
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